OCUPANTE ATUAL

2º - Edith Pires Gonçalves Dias
Posse em 3 de abril de 2000

OCUPANTES ANTERIORES

1º - Maria José de Aranha Rezende
Posse em 23 de junho de 1956 (fundadora)
Falecida em 17 de junho de 1999

CADEIRA 25 - VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO
(Santos, 05/04/1866 - São Paulo, 22/05/1924)

Vicente de Carvalho foi um dos grandes poetas de inspiração lírica brasileiros. Seu tema preferido eram os referentes ao mar.

Filho do Major Higino José Botelho de Carvalho e de D. Augusta Carolina Bueno de Carvalho, descendente de Amador Bueno, iniciou seus estudos em casa (1873) com professor particular.

Ingressou no Seminário Episcopal, São Paulo (1879), iniciou estudos nos colégios Mamedes e Norton, São Paulo (1881) e cursou Direito (1882-1886) e tornou-se bacharel em direito (1886) na Faculdade de Direito de São Paulo. Na época, colaborou nos jornais O Patriota, A Idéia Nova, Piratini, O Correio da Manhã e A Tribuna. Foi membro do Diretório Republicano de Santos e participou na Boemia Abolicionista, encaminhando escravos fugitivos para o Quilombo Jabaquara.

Candidatou-se a deputado provincial no Congresso Republicano (1887), em São Paulo, ano da morte do seu pai, em Santos. Casou-se (1888) com Ermelinda Ferreira de Mesquita, em Santos, com quem teve quinze filhos. Estreou na literatura com o livro Ardentias (1885), sendo esta obra de estréia reescrita e publicada em uma nova versão com o nome de Relicário (1888) e no ano seguinte foi redator do Diário de Santos, e fundou o Diário da Manhã em Santos (1889).

Militando na política, tornou-se Deputado no Congresso Constituinte do Estado (1891) e participou na Comissão Redatora da Constituinte.

Defendendo o abolicionismo e a república, aderiu ao positivismo, atividade que o afastou temporariamente da literatura, voltando a publicar no século seguinte com Rosa, rosa de amor (1902), grande êxito de público e crítica. Com Poemas e Canções (1908) veio a consagração definitiva. Este livro o levou à Academia Brasileira de Letras (1909) e foi freqüentemente reeditado. Depois viriam Verso e Prosa (1909), Páginas Soltas (1911) e Verso da Mocidade (1912). No período posterior (1914-1920) foi Ministro do Tribunal de Justiça do Estado, em Santos.

Sua última publicação foi Luizinha (1924), comédia em dois atos. Seu estilo flutuou entre o parnasiano, o realista, o simbolista e até o quinhentista.

Em seus últimos anos, reduziu sua atividade literária embora ainda fizesse versos, dedicando-se aos negócios comerciais e a uma pequena indústria em Santos, e morreu em São Paulo, capital.

 

   
   

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