OCUPANTE ATUAL

4º - Wilma Terezinha Fernandes de Andrade
Posse em 15 de maio de 1998


OCUPANTES ANTERIORES

1º - José Saulo Ramos
Posse em 23 de junho de 1956 (fundador)
Ttransferiu-se p/ outra cidade

2º - Dimas do Amaral
Eleito em 24 de maio de 1979
Em 9 de janeiro de 1993 transferiu-se p/outra cidade.

3º - Roberto José de Avelino Bonavides
Eleito em 17 de fevereiro de 1993
(Renunciou antes da posse)

 

CADEIRA 22 - PAULO GONÇALVES
(Santos, 02/04/1877 - Santos, 08/04/1927)

Paulo Gonçalves, cujo nome de batismo era Francisco de Paula Gonçalves, nasceu em Santos a 2 de abril de 1877.

Foi jornalista, comediógrafo e poeta. Era neto de Maria Patrícia, nobre parteira negra, conhecida e amada por toda a cidade de Santos em razão da pujança de seu coração. Tal era o carinho com que ela se empenhava em seu mister, que o povo lhe dedicou na sua morte uma das mais sentidas despedidas já vistas na cidade de Santos. Seu nome acha-se perpetuado num núcleo educacional do Valongo, justamente onde morava a parte mais humilde da população.

De raiz humilde, Paulo Gonçalves exerceu as mais obscuras ocupações, até ingressar na imprensa santista, militando no "Diário de Santos", no "Commercio de Santos" e em "A Tribuna".

Formou grande parceria com nomes do calibre de Galeão Coutinho, Fábio Montenegro, Álvaro Augusto Lopes, Waldomiro Silveira, Cleômenes Camos, Heitor de Morais, Correa Júnior, Afonso Schmidt, Menotti Del Picchia e Ribeiro Couto.

Mudou-se para São Paulo no final dos anos 1910, onde passou a ocupar a função de revisor do jornal "Comércio de São Paulo" e, logo depois de redator do jornal "Folha da Manhã", que ajudou a fundar, não tardando a ser alçado ao cargo de secretário.

Em virtude do grande êxito de suas peças teatrais, não tardou a ser guindado para produtor da crítica teatral de "O Estado de São Paulo".

Sua peça "As Mulheres não Querem Alma" ultrapassa a fronteira brasileira para fazer sucesso na Argentina. Em 1924 "A Comédia do Coração", já consagrada no Rio e em São Paulo, é premiada pela Academia Brasileira de Letras.

Completa sua larga produção cenográfica a comédia-bailado "Quando as Fogueiras se Apagam".

Paulo Gonçalves foi grande amigo de Martins Fontes e um profundo admirador de Casimiro de Abreu. Um ano antes de sua morte, ocorrida em 8 de abril de 1927, chegou a fundar, com um grupo de amigos, o Partido da Mocidade, em São Paulo, agremiação política para qual elabora vibrante manifesto, compondo inclusive seu hino patriótico, musicado pelo maestro Marcelo Tupinambá.

Além de ser um renovador do teatro nacional, Paulo Gonçalves produziu poemas de rara beleza romântica. Em 1943, Petronilho Gonçalves, seu irmão, publica suas obras póstumas.

 

 

   
   

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