OCUPANTE ATUAL


OCUPANTES ANTERIORES

1º - Thalles de Mello
Posse em 10 de outubro de 1957
Faleceu em 1977

2º - Gilberto de Freitas Guimarães
Mudou para São Paulo e passou a Correspondente

3º - Oswaldo Paulino
Posse em 16 de junho de 1978
Faleceu em 21 de dezembro de 2006

4º - Aureo Rodrigues
Posse em 30 de agosto de 2011
Faleceu em 2014

 

CADEIRA 18 - JÚLIO RIBEIRO
(Sabará-MG, 16/04/1845 - Santos, 01/11/1890)

Júlio Ribeiro (J. César R. Vaughan), foi um notório jornalista, filólogo e romancista. Era filho do casal George Washington Vaughan e Maria Francisca Ribeiro Vaughan, professora pública, com quem fez os estudos de instrução primária, matriculando-se depois em um colégio mineiro. Deixou-o para vir estudar na Escola Militar do Rio de Janeiro, em 1862.

Três anos depois, interrompia o curso militar para se dedicar ao jornalismo e ao magistério. Tinha adquirido, para essas atividades, os mais completos recursos: conhecia bem o latim e o grego e tinha conhecimentos de línguas modernas, além de conhecer música. Fez concurso para o curso anexo da Faculdade de Direito de São Paulo, na cadeira de Latim, ainda na Monarquia. Na República, de cuja propaganda participara, foi professor de Retórica no Instituto de Instrução Secundária, em substituição ao Barão de Loreto.

O jornalismo talvez tenha sido o seu campo de atividade intelectual mais constante. Foi proprietário e diretor de diversos jornais, como o Sorocabano (1870-72), em Sorocaba; A Procelária (1887) e O Rebate (1888), em São Paulo. Colaborou também no Estado de S. Paulo, no Diário Mercantil, na Gazeta de Campinas, no Almanaque de São Paulo, nos quais publicava seus estudos sobre filologia, arqueologia e erudição em geral.

Foi um jornalista combativo, panfletário, polemista. Ao defender a própria literatura contra os que o atacavam, reconheceu: "Das polêmicas que tenho ferido nem uma só foi provocada por mim: eu não sei atacar, eu só sei defender-me, eu só sei vingar-me."

Quanto ao filólogo, procurou ajustar o rigor lusitano da língua aos moldes do linguajar nativo. Apesar disso, a sua Gramática portuguesa envelheceu, superada pelos estudos de filólogos posteriores.

Como romancista, filiou-se ao Naturalismo. Seu romance A carne (1888) constituiu grande êxito, ao menos pela polêmica então suscitada, e com ele Júlio Ribeiro ficou incorporado ao grupo dos principais romancistas do seu tempo. No momento em que foi publicado pareceu aos leitores impregnado da preocupação de exibicionismo sensual, o que provocou a irritação de muita gente. Vários críticos, entre eles José Veríssimo e Alfredo Pujol, atacaram o romance. O ataque principal partiu do padre Sena Freitas, com o seu artigo "A carniça", publicado no Diário Mercantil.

O romancista, espírito orgulhoso e altivo, republicano, inimigo acérrimo de batinas, revidou com uma série de artigos intitulados "O Urubu Sena Freitas", publicados em dezembro de 1888. Este episódio está recolhido no livro Uma polêmica célebre. Não se trata de "um romance simplesmente obsceno", como dizia Pujol, nem é um romance cortado de episódios ridículos, como insinuava José Veríssimo. Manuel Bandeira, em estudo que dedicou a Júlio Ribeiro, fez justiça ao romancista e ao seu romance.

 

 

 

   
   

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