OCUPANTE ATUAL
2º - Sérgio da Costa Matte
Posse em 28 de maio de 2001

OCUPANTES ANTERIORES

1º - Aristeu Bulhões
Posse em 14 de dezembro de 1957
Faleceu em 31 de outubro de 2000

CADEIRA 19 - ANTONIO CARLOS RIBEIRO DE ANDRADA M. E SILVA
(Santos, 01/11/1773 - Rio de Janeiro, 1845)

Antonio Carlos Andrada e Silva, nascido em Santos em 1º de novembro de 1773, assim como os irmãos, José Bonifácio (mais velho) e Martim Francisco (mais novo), iniciou os estudos na Universidade de Coimbra, em Portugal, destacando-se como grande orador. Após encerrar os estudos, tornou-se um dos grandes juristas formados em Coimbra e logo foi destacado pelo Reino para atuar como juiz de fora (*) em sua cidade natal, Santos. No mesmo período acabou também sendo nomeado Ouvidor Geral de São Paulo.

(*) O juiz de fora era um magistrado nomeado pelo rei de Portugal para atuar em comarcas onde era necessária a intervenção de um juiz isento e imparcial. Em muitas ocasiões os juízes de fora assumiam também papel político, sendo indicados para presidir câmaras municipais como uma forma de controle do poder central na vida municipal.

Logo depois, por volta de 1817, Antonio Carlos foi enviado para atuar em Pernambuco, na qualidade de ouvidor da Comarca de Olinda. Nesta época eclodiu a Revolução Liberal de Pernambuco, que culminou na proclamação da Independência daquela província. Logo após a tomada da Fortaleza de Brum, Antonio Carlos foi eleito, pelo povo e pelas tropas, COnselheiro da Junta Provisória da República de Pernambuco. Até nova bandeira fora criada pelos "libertadores".

Contudo, o Reino contra-atacou a província revoltosa e debelou os revolucionários, julgando sumariamente os líderes do movimento. Antonio Carlos foi preso e remetido para a Bahia, onde foi julgado pelo Conde dos Arcos. Condenado à morte, já estava caminhando para a forca quando chegou uma ordem do Reino, comutando a pena de morte em prisão, onde ficou quatro anos.

Após o cumprimento da pena e anistiado, Antonio Carlos foi convidado para assumir o cargo de Desembargador para a relação da Bahia, mas não quis tomar posse, pois havia sido eleito em sua província natal (São Paulo) como deputado às Cortes Constituintes de Portugal.

Grande orador que era, Antonio Carlos logo consquistou fama e respeito. Da mesma forma era odiado pela maioria dos deputados portugueses, com quem se defrontava nos debates sobre o futuro do Brasil. Logo após a proclamação da Independência brasileira, em 1822, que contou com a participação direta de seu irmão mais velho, Antonio Carlos fugiu e exilou-se em Londres. Em 1823, ainda na capital inglesa, recebeu a notícia de que havia sido eleito deputado à Constituinte brasileira, e decidiu voltar ao país natal.

Contudo, a formação da Assembléia Constituinte irritou o novo Imperador, D.Pedro I que, com o apoio das tropas imperiais, acabou decretando a dissolução da Assembléia, na dia 12 de Novembro de 1823. Os deputados que reagiam ao ato de força do imperador foram presos e expulsos do país. Entre as pessoas punidas estavam José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco. Os três foram exilados na França.

Ainda em 1823 casa-se com Ana Josefina de Carvalho, filha de sua irmã Ana Marcelina Ribeiro de Andrada. Reside na França por cinco anos; retorna ao Brasil em 1828 e, após a abdicação de d. Pedro I em 1831, toma parte nas lutas políticas da Regência, participando do movimento restaurador.

Em 1838 é eleito deputado geral por São Paulo, sendo um dos artífices da antecipação da maioridade de d. Pedro II. Ocupa a pasta do Império no gabinete de 24 de julho de 1840. Em 1845 elege-se senador por Pernambuco, mas falece, no Rio de Janeiro, antes de exercer o mandato.

 

 
     
     
     
   

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