OCUPANTE ATUAL
4º - Olindo Cavariani
Posse em 3 de junho de 2005


OCUPANTES ANTERIORES

1º - Clóvis Pereira de Carvalho
Posse em 23 de junho de 1956 (fundador)
Faleceu em 16 de outubro de 1991

2º - Aloysio Álvares Cruz
Posse em 27 de abril de 1994

3º - Walter Jorge Bestane
Posse em 27 de agosto de 2001
Faleceu em 21 de abril de 2004

 

CADEIRA 5 - ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO
(Mamanguape, PB, 19 de fevereiro de 1885 - João Pessoa, 5 de outubro de 1952)

Álvaro Pereira de Carvalho nasceu na cidade de Mamanguape (PB) no dia 19 de fevereiro de 1885, filho de Manuel Pereira de Carvalho e de Francisca Leopoldina de Carvalho.
Estudou no Liceu Paraibano e aos 18 anos iniciou-se no jornalismo como secretário do Jornal do Comércio, dirigido por Artur Aquiles, importante jornalista da Paraíba. Passou também a lecionar italiano no Liceu Paraibano e, posteriormente, francês e inglês. Em 1916 formou-se pela Faculdade de Direito do Recife e foi nomeado pelo então presidente da Paraíba, Francisco Camilo de Holanda (1916-1920), diretor do Liceu Paraibano. No governo de Sólon Barbosa de Lucena (1920-1924) assumiu o cargo de secretário-geral do estado. No governo seguinte, de João Suassuna (1924-1928), estudou uma reforma para o ensino público e para tanto fez várias viagens por diversas capitais da América do Sul.

Em 1927 foi eleito deputado federal pela Paraíba para a legislatura 1927-1929. Contudo, renunciou ao mandato em 1928, pois foi eleito vice-presidente do estado na chapa encabeçada por João Pessoa. Assumiu interinamente o governo em algumas ocasiões durante a campanha eleitoral da Aliança Liberal, quando João Pessoa foi candidato a vice- presidente da República na chapa liderada por Getúlio Vargas. Quando João Pessoa foi assassinado por João Dantas, em 26 de julho de 1930, substituiu-o. Durante sua curta administração, o governo federal resolveu pôr termo à rebelião de Princesa, movimento rebelde liderado por José Pereira Lima deflagrado no município de Princesa, atual Princesa Isabel, em fevereiro de 1930, em oposição ao governo de João Pessoa. Já no dia 19 de agosto o general Lavenère Wanderley, comandante da 7a Região Militar, sediada em Recife, participou-lhe a pacificação da Paraíba. Também em seu governo, em decorrência de grande pressão popular, a Assembleia Legislativa votou lei, que sancionou em 4 de setembro, estabelecendo a mudança de nome da capital do estado de Paraíba para João Pessoa.

Com a eclosão da Revolução de 1930 em 3 de outubro, no dia seguinte Álvaro de Carvalho deixou o governo da Paraíba, substituído por José Américo de Almeida. Abandou então a política e dedicou-se ao magistério. Mudou-se para Santos (SP), onde morou durante sete anos, lecionando inglês em colégios particulares e advogando.

No campo jornalístico, foi redator de O Combate e diretor de O Comércio. Foi também um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras.

Faleceu na cidade de João Pessoa no dia 5 de outubro de 1952.
Foi casado em primeiras núpcias com Luísa Gonzaga dos Santos, com quem teve sete filhos, e em 1947 casou-se novamente com Francisca Marques da Rocha.

Publicou Ensaios da crítica estética (1920), Revelações do eu (1920), Ensaios da crítica (1924), Nas vésperas da revolução (1932), Educação profissional (1946) e Augusto dos Anjos e outros ensaios (1946).

   
   

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